O mercado de games no Brasil

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Crescendo no mundo inteiro, o mercado de games não só se manteve firme como foi impulsionado pela pandemia. De acordo com a consultoria Newzoo, 2020 fechará com faturamento de USD 159 bilhões e um total de 2,7 bilhões de usuários. O setor de jogos eletrônicos fatura hoje três vezes mais do que o streaming, liderado pela Netflix.

Recentemente, a revista Exame divulgou a 19ª Pesquisa Global de Entretenimento realizada pela consultoria PwC. Os dados apresentados apontam que o mercado de games nacional deve crescer, em média, 5,3% até 2022. A cereja do bolo são os jogos mobile que têm expectativa de faturamento de USD 878 milhões.

No Brasil, 75 milhões de pessoas consomem games e, em 2019, o mercado arrecadou USD 1,5 bilhão e assim conquistou o posto de 13º consumidor mundial e o maior da América Latina. A previsão para 2022, somando jogos de console, PC e mobile, é que o mercado brasileiro ultrapasse USD 1,75 bilhão, o que significa USD 250 milhões a mais. Outra informação importante, revelada pelo 2º Censo da Indústria Brasileira de Jogos Digitais, é que, atualmente, temos mais de 375 desenvolvedoras locais de games, e isso representa um aumento de mais de 180% em relação a 2014.

De acordo dados divulgados pelo Google, a receita paga aos desenvolvedores brasileiros no primeiro semestre de 2020 é o dobro que a do mesmo período de 2019. Além disso, a despesa de brasileiros com aplicativos e games mobile com sistema Android aumentou 50% no primeiro trimestre.

O futuro dos games será mobile?

Nos EUA, o mercado de jogos eletrônicos, em maio deste ano, cresceu mais do que qualquer outro setor, superando-se em 95%, segundo dados do banco Goldman Sachs. No mundo, o número de gamers no celular cresceu 17% de janeiro a abril deste ano, informou um relatório feito pela desenvolvedora americana Unity Technologies. Jogos em smartphones já faturam 70% mais que o de consoles tradicionais.

O crescimento antes da pandemia

O sucesso do mercado de jogos eletrônicos já existia antes da pandemia. Para estabelecer uma realidade antes deste cenário, buscamos dados da Pesquisa Game Brasil (PGB) 2020, realizada com público online em todo o Brasil, que envolveu 5.830 participantes e foi feita entre 1º e 16 de fevereiro de 2020.

Perfil do Gamer

De acordo com este estudo, 53,8% dos jogadores são mulheres e 46,2% são homens. A presença feminina em maior quantidade se dá desde 2016, em especial no segmento mobile e casual.

A faixa etária predominante é de 25 a 34 anos reunindo 34,7% dos gamers. Em seguida aparece o grupo de 16 a 24 anos praticamente empatando com 34,6% de jogadores. Por último, mas não tão distante, a faixa etária de 35 a 54 representada por 24,7% dos entrevistados.

A pesquisa evidenciou que 73,4% dos brasileiros jogam games, independentemente da plataforma e isso rendeu um crescimento de 7,1 pontos percentuais em relação ao ano passado. Contudo, quando a pergunta foi “Você se considera um gamer ?”, 43,8% dos homens disseram que sim e apenas 23,3% das mulheres responderam afirmativamente.

A plataforma mais utilizada é o celular/smartphone, adotada por 86,7% dos participantes da entrevista. Em seguida estão os consoles de videogame, que reunem 43% das pessoas que responderam ao estudo, e o PC com 40,7%.

Jogando online

A maioria das pessoas que jogam por celular e smartphones não tem o hábito de jogar online, contudo, 48,6% dos entrevistados, com o perfil de jogador mobile, afirmam que jogam online, 34,4% todos os dias e 35,6% afirmam gastar entre 1 a 3 horas diárias jogando conectados.

Dos que jogam por computador, 65% afirmam jogar online com outros jogadores. Já dentre os que preferem utilizar consoles de videogame, 58,2% optam pela imersão da versão online, as sessões também duram de 1 a 3 horas para a maioria dos entrevistados que se enquadram nesta categoria.

eSports

Muito se fala em eSport que também pode ser chamado de esporte eletrônico ou ciberesporte. São competições de jogos eletrônicos organizadas entre jogadores profissionais. Os gêneros de jogos mais comuns associados com esportes eletrônicos são os de RTS (estratégia em tempo real), luta, FPS (jogos de tiro em primeira pessoa), futebol e MOBA (arena de batalha multiplayer online). Eventos como o Intel Extreme Masters e o WCG fornecem tanto transmissões ao vivo de competições, como prêmios em dinheiro para os concorrentes.
No Brasil, esta é uma aposta a ser intensificada nos próximos anos e que apresenta grandes possibilidades que vão desde incentivos fiscais à produção nacional ou importação até a oficialização dos e-sports como esportes no país.

Em termos de audiência de eSports, o Brasil fica atrás somente dos EUA e China. O ambiente de competições e de equipes nacionais não para de crescer, contando com o envolvimento de clubes tradicionais de futebol como o Flamengo e o Corinthians entre os patrocinadores das equipes e dos atletas.

Para termos uma ideia do mercado atual, a pesquisa PGB de 2020 identificou que 17% dos entrevistados já havia participado de alguma competição e que destes competidores 47,2% já havia ganho dinheiro com esta atividade.

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